Regulação ambulatorial é tema de capacitação na Sesacre

dsc_0007-300x200Para melhorar o fluxo de regulação ambulatorial no estado, o Complexo Regulador da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) iniciou nesta segunda-feira, 12, até quarta-feira, 14, uma capacitação de servidores.

Nesta manhã, representantes das unidades de saúde que atuam na execução e solicitação de agendamentos utilizando o Sistema Nacional de Regulação (SISREG) iniciaram a capacitação com foco na regulação ambulatorial de consultas e exames especializados.

Para ministrar e auxiliar na utilização do sistema, o Complexo Regulador convidou um representante do Ministério da Saúde, que estará ensinando a utilização das ferramentas disponíveis para que se faça uma regulação com base nos protocolos clínicos e utilização da fila de espera através do sistema.

“A capacitação é focada na atenção primaria, onde os municípios encaminha os pacientes para especialidades e a forma que o paciente chega. Assim com o fluxo e protocolos clínicos e a utilização da ferramenta SISREG”, destaca o gerente do Complexo Regulador, Moisés Viana.

Melhorias para os usuários do SUS

O promotor de Justiça Glaucio Ney Shiroma Oshiro, da Promotoria Especializada de Defesa da Saúde do Ministério Público do Estado (MPE), conta que o órgão faz o acompanhamento desde a implementação da regulação em 2013, a fim de articular da melhor forma possível a regulação dos pacientes.

“Sem a regulação não é possível ter ideia do perfil do paciente, da necessidade da assistência e quantidade de demanda reprimida. A regulação é um ponto fundamental dentro da assistência de qualquer rede de saúde e, por isso, o Ministério Público vem focando muito nesse tema e se articulando cada vez mais com o Complexo Regulador, Secretaria de Saúde e Fundação Hospitalar para resolver alguns gargalos”, explica.

O promotor destaca ainda que, a partir da proposta que se está desenhado, de colocar tudo no Sistema Nacional de Regulação, vai haver um ganho com relação a transparência onde vai ser possível acompanhar o paciente no seu acesso a consultas, exames, cirurgias.Com base em todo esse panorama vai ser possível fazer a readequação da dimensão de pessoal, focar nas prioridades, sendo um ganho de causa para a rede pública de saúde.

SISREG

O SISREG é um sistema on-line, criado para o gerenciamento de todo Complexo Regulatório indo da rede básica à internação hospitalar, visando à humanização dos serviços, maior controle do fluxo e otimização na utilização dos recursos.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

UNA-SUS oferece Curso de Manejo Clínico de Chikungunya

Logo_UNA-SUS_VerticalPor se tratar de uma doença introduzida recentemente no Brasil, o objetivo é capacitar os profissionais de saúde para que desenvolvam competências para realizar ações de atenção à saúde da população. Dessa forma, o curso aborda as três patologias, a partir do diagnóstico diferencial e respectivos protocolos de atendimento. O conteúdo aponta ainda para a importância da realização da anamnese e exame físico que irão auxiliar no diagnóstico.

É composto por duas unidades. A primeira traz informações sobre a epidemiologia, quadro clínico, diagnóstico, ações de vigilância, organização do serviço de saúde, além de apresentar a importância da educação permanente em saúde.  A segunda unidade aborda casos clínicos, nos quais o profissional poderá refletir sobre a melhor conduta para realizar o manejo de pacientes com suspeita desta doença.

O curso é oferecido pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), integrante da Rede UNA-SUS. A iniciativa é fruto da parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Secretaria Executiva da UNA-SUS e Fiocruz Mato Grosso do Sul (Fiocruz MS).

Matrícula: Inscrições abertas até 1º de março de 2017. Para se matricular, clique aqui.

Carga horária: 30 horas

Público-alvo: Médico; enfermeiros; assistentes sociais; fisioterapeutas; psicólogos e cirurgiões dentistas

Fonte: UNA-SUS

TelessaúdeRS-UFRGS oferece Curso EaD de Combate ao Aedes aegypti e Doenças Correlacionadas

cursoead_combate_ao_aedes_aegypti_para_agentes_comunitarios_de_saude-01-2O curso aborda aspectos gerais e práticas de combate ao mosquito Aedes aegypti. Visa desenvolver ou aprofundar conhecimentos e habilidades nos alunos para identificação e enfrentamento do mosquito e para a divulgação de informações e orientações aos usuários durante trabalho de campo e visitas domiciliares.

Objetivo geral:

Capacitar o Agente Comunitário de Saúde (ACS)/militares autorizados e atualizar o Agente de Combate às Endemias (ACE) no combate ao Aedes aegypti, assim como informar a população em geral sobre aspectos gerais de combate ao mosquito e suas doenças relacionadas mais frequentes.

Público-alvo: Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Combate a Endemias (ACE) e demais profissionais de saúde interessados do estado do Rio Grande do Sul.

PARA SE INSCREVER CLIQUE AQUI

Clique aqui para baixar a ementa completa em PDF

Estrutura do Curso:

  • O curso está estruturado em quatro módulos, com carga horária total de 22 horas.
  • Cada módulo é composto por um ou mais vídeos e materiais complementares de leitura.
  • O curso é autoinstrucional e é estruturado de forma que os conteúdos sejam autoexplicativos. Nesse formato não há presença de tutores.
  • Os participantes realizam as atividades propostas no próprio ritmo, de acordo com a disponibilidade de tempo de cada um.
  • O processo de avaliação dos alunos envolverá questões objetivas ao ­ final de cada módulo e o pós-teste.
  • O pré-teste é obrigatório para continuar realizando o curso, mas ele não vale nota.
  • Para receber o certifi­cado do curso o aluno deverá, obrigatoriamente, ter realizado o pré-teste, ter atingido nota maior ou igual a sete.

Programa:

Unidade Atividade
Unidade de Ambientação Tutorial Moodle® e pré-teste
Unidade 01 A importância do ACS no combate ao Aedes aegypti
Unidade 02 Conhecendo um pouco mais sobre o Mosquito Aedes aegyptie as doenças transmitidas
Unidade 03 Prevenção, medidas de controle e registro das informações
Unidade 04 Estratégias de comunicação e mobilização comunitária
Unidade 05 Noções sobre os inseticidas utilizados no programa, técnicas de controle vetorial e procedimentos de segurança.
Unidade de Avaliação Pós-teste e questionário de satisfação

 

Equipe Responsável:

A Equipe de coordenação, suporte e acompanhamento do Curso é formada por integrantes do Núcleo de Telessaúde do Rio Grande do Sul (TelessaúdeRS-UFRGS) e do Centro Estadual de Vigilância da Saúde (CEVS).

 

Coordenação Geral do TelessaúdeRS-UFRGS

Erno Harzheim

Marcelo Rodrigues Gonçalves

 

Coordenação da Teleducação do TelessaúdeRS-UFRGS

Roberto Nunes Umpierre

Otávio Pereira D’Avila

 

Revisores (TelessaúdeRS-UFRGS)

Ana Paula Borngräber Corrêa

Roberto Nunes Umpierre

Rosely de Andrade Vargas

 

Diagramação e Ilustração (TelessaúdeRS-UFRGS)

Carolyne Velasquez Cabral

Luiz Felipe Telles

 

Edição/Filmagem/Animação (TelessaúdeRS-UFRGS)

Diego Santos Madia

Rafael Martins Alves

 

Divulgação (TelessaúdeRS-UFRGS)

Camila Hofstetter Camini

 

Design Instrucional

Ana Paula Borngräber Corrêa

 

Equipe da Teleducação do TelessaúdeRS-UFRGS

Ana Paula Borngräber Corrêa

Andreza de Oliveira Vasconcelos

Cynthia Goulart Molina-Bastos

Fábio De Cesare

Filipe Ribeiro da Silva

Rosely de Andrade Vargas

Ylana Elias Rodrigues

 

Equipe DAB-MS

Dirceu Ditmar Klitzke

Allan Nuno

Celmário Castro Brandão

Aliadne Castorina Soares de Sousa

Larissa Cristina França

Katia Motta Galvão Gomes

Kimielle Cristina Silva

Marcia Helena Leal

Olavo de Moura Fontoura

 

Equipe SEAD-UFRGS

Evelyse I. Hernandez

Lovois de Andrade Miguel

Laura Wunsch

Tais Barbosa

 

Equipe CEVS RS

Jair Pereira Martins

Marilina Bercini

 

Dúvidas e informações sobre o curso:

Site: www.telessauders.ufrgs.br

E-mail: ead@telessauders.ufrgs.br

Telefone: (51) 33082098 ou (51) 33082093

 

Fiocruz Brasília lança edital para o Mestrado Profissional em Políticas Públicas em Saúde

cursoenfermA Escola Fiocruz de Governo divulgou no último dia 06/12 sua chamada pública para seleção de candidatos para o Mestrado Profissional em Políticas Públicas em Saúde. O tema central é “Integração e efetividade das políticas públicas em saúde”. O curso, gratuito, possui duas linhas de pesquisa: Saúde e Justiça Social e Vigilância e Gestão em Saúde. As inscrições podem ser feitas no período 16 a 18 de janeiro de 2017.

Aberto a qualquer profissional de nível superior com interesse no tema, são ofertadas 20 vagas. Para inscrição, é preciso preencher formulário eletrônico disponível na Plataforma Sigass, o qual posteriormente deverá ser impresso, assinado e encaminhado, via Correios (somente via SEDEX) ou pessoalmente, entregue em envelope lacrado na Secretaria Acadêmica da Escola Fiocruz de Governo, localizada no campus da UnB. No formulário de inscrição, o candidato deverá realizar a escolha de sua linha de pesquisa, dentre as duas disponíveis.

Todas as informações referentes às inscrições poderão ser obtidas nos sites do Programa, bem como na Plataforma SIGASS.

Os candidatos serão avaliados em duas etapas: provas escritas de Conhecimentos Específicos e de Inglês, e apresentação oral da Carta de Intenções de Pesquisa. A divulgação do resultado final está prevista para o dia 03 de março e a matrícula será realizada nos dias 06 e 07 de março. As aulas do curso terão início em 13 de março.

Consulte aqui o Edital completo.

Fonte: Fiocruz Brasília

Médico de família é o tema da revista Radis de dezembro

radis171_materiaA edição n°171 de dezembro de 2016 da revista Radis, disponível on-line, enfoca uma notícia animadora para a saúde pública. Na contramão da crescente escolha pelas especialidades na formação e prática da medicina, não raro associada ao uso intensivo de tecnologias caras e medicalização impulsionado por interesses de mercado, um significativo número de estudantes e jovens profissionais brasileiros vem reencontrando a função social de sua profissão ao atuar como médicos de Família e Comunidade. Na 21ª Conferência Mundial de Médicos de Família, realizada em novembro, a repórter Elisa Batalha ouviu residentes e profissionais que se orgulham de cuidar das pessoas de forma integral, dentro de seu contexto familiar e comunitário, promovendo e acompanhando a saúde de cada um por períodos mais longos. Uma proximidade que permite até contribuir na busca de solução para reivindicações como mais e melhor acesso, e interferir nos processos de determinação de saúde e doenças. Do total de médicos no Brasil, 2% são especializados em Medicina de Família (ou Família e Comunidade), e representam 10% dos cerca de 40 mil médicos atuando em equipes de atenção básica. No Canadá, onde a atenção primária é que estrutura o sistema de saúde, esse contingente chega a 40% dos médicos em atividade. Em Cuba, a formação médica tem como prioridade a promoção, prevenção e atenção integral no contexto das famílias e da comunidade. Na fala dos especialistas de Portugal, Espanha ou Egito, a mesma percepção: na Medicina de Família se percebe o adoecimento sistêmico das populações submetidas a políticas econômicas que degradam as condições de vida.

A reportagem Atenção às pessoas traz depoimentos de médicos de família. “Durante a graduação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o então estudante Bruno Stelet pensava em se especializar em Obstetrícia. Mas, participando de projetos de extensão universitária em comunidades, notou que, além de realizar o pré-natal de suas pacientes, também sentia a necessidade de acompanhar as crianças depois do nascimento. Ele disse à repórter Elisa Batalha que a Medicina de Família foi a especialidade que lhe permitiu oferecer essa atenção longitudinal. Hoje com 34 anos, ele atende na Clínica da Família Victor Valla, na comunidade de Manguinhos, no Rio de Janeiro, há cinco anos. “Nem sempre é fácil encontrar um médico que permaneça por esse tempo na mesma equipe de saúde, pois há uma alta rotatividade de profissionais”, o próprio Bruno observa.

A contar pelo número de vagas de residências, a especialidade está em ascensão. “Concluí a graduação em 2005. De 100 alunos, cinco queriam fazer Medicina de Família. Só existia uma residência no Rio de Janeiro, oferecida pela Uerj, com oito vagas”, lembra Bruno. Nos últimos anos, as vagas na residência aumentaram, impulsionadas por programas como o Pró-Residência e o Mais Médicos. No Rio, um dos programas de residência, o da Secretaria Municipal de Saúde, oferece 150 por ano, por exemplo. No Brasil, foram oferecidas mais de 1.500 vagas de acordo com o MEC em 2015 — a previsão era de que esse número aumentasse para 2.500 em 2016. Mas apenas entre 30% e 35% delas são ocupadas, segundo o presidente da SBMFC, Thiago Andrade. “Os estudantes de Medicina precisam se interessar pela Medicina de Família. Temos no país 40 mil médicos atuando em equipes de atenção primária, mas só 10% deles são especialistas em Saúde da Família”, contabiliza. A maior parte são recém-formados, ou médicos de outras especialidades, como Pediatria.

Esse tema também é pauta da entrevista com a médica Magda Moura Almeida. A visão geral do profissional de medicina no Brasil é que ele não tem nenhuma responsabilidade com o SUS depois de formado, mesmo que a sua formação tenha sido em uma universidade pública, atesta a médica a professora do Departamento de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Ceará (UFC) e diretora de Medicina Rural da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Ela avaliou, em entrevista concedida à Radis durante a Conferência Mundial Wonca de Médicos de Família, a importância do programa Mais Médicos no provimento de profissionais nas áreas rurais do país, quando declarou temer sua descontinuidade. “É um momento de incerteza”, ponderou.

Fonte: Informe Ensp

‘Cadernos de Saúde Pública’ aborda o tema segurança em saúde

shutterstock_232190941A revista Cadernos de Saúde Pública, em seu volume 32 número 10, aborda o cuidado em saúde, um sério problema relacionado à segurança e à qualidade. Os especialistas na área, Mônica Martins e Walter Mendes, explicam a razão de o amplo destaque ao tema advir da divulgação do relatório To Err is Human: Building a Safer Health System, em 1999, mobilizando médicos, pesquisadores e a sociedade nos Estados Unidos. “As estimativas indicaram elevada frequência de erro no cuidado de saúde e, embora controversa, mortalidade decorrente de eventos adversos comparável a doenças como o câncer de mama. Passados mais de quinze anos, a segurança do paciente é uma prioridade em diversos países e organizações de saúde. Contudo, apesar dos esforços e investimentos, a magnitude do problema e suas consequências persistem em todas as modalidades de cuidado, da atenção primária ao cuidado domiciliar.” Para eles, a implantação de uma cultura de saúde do paciente e de protocolos são tarefas inadiáveis. As unidades de terapia intensiva (UTI) dos hospitais, por exemplo, lidam cotidianamente com o vértice: gravidade dos casos e intensidade e complexidade do cuidado. “A UTI tem papel fundamental no prognóstico e sobrevida do paciente, mas garantir a segurança no cuidado intensivo exige agir sobre questões relacionadas à tomada de decisão clínica, adesão a protocolos, funcionamento de equipamentos, trabalho e comunicação de equipes multidisciplinares, passagem de plantão e até a exaustão do corpo clínico.”

Eventos adversos na unidade de terapia intensiva: impacto na mortalidade e no tempo de internação em um estudo prospectivo, artigo de autoria dos pesquisadores Keroulay Estebanez Roque e Teresa Tonini, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Enirtes Caetano Prates Melo, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), teve como objetivo avaliar a ocorrência de eventos adversos e o impacto deles sobre o tempo de permanência e a mortalidade na unidade de terapia intensiva (UTI). Trata-se de um estudo prospectivo desenvolvido em um hospital de ensino do Rio de Janeiro, Brasil. O estudo destaca o sério problema dos eventos adversos na assistência à saúde prestada na terapia intensiva e os fatores de risco associados à incidência de eventos.

No artigo Concepções sobre o tráfico de mulheres para fins de exploração sexual: um estudo com representantes institucionais no Brasil e em Portugal, os pesquisadores Jose Gonçalo Pais Estrela da Silveira Zúquete e Suely Ferreira Deslandes, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), e Edinilsa Ramos de Souza, da Ensp/Fiocruz, investigam as concepções sobre o tráfico de mulheres para fins de exploração sexual, na ótica de representantes de instituições governamentais e não governamentais que atuam na construção de políticas de enfrentamento, na prevenção e no acolhimento das vítimas, no Brasil e em Portugal. Observou-se imprecisão conceitual nas concepções dos entrevistados sobre tráfico de mulheres para fins de exploração sexual, ignorando por vezes os direitos das trabalhadoras do sexo em migrar para trabalhar em outros países. Não há consenso entre as instituições sobre o perfil de vítima de tráfico, marcado por estereótipos; sua delimitação é influenciada pela legislação e pelo controle de fronteiras. Maior precisão conceitual minimizaria o papel de valores morais, nortearia políticas públicas mais adequadas e eficientes, bem como facilitaria a atuação dos técnicos no atendimento às vítimas.

Em Fosfoetanolamina: Surfando na onda da pilula do Câncer, Francisco José Roma Paumgartten, da Ensp/Fiocruz, comenta o artigo Alves et al.: um ‘clamor da sociedade’ tem precedência sobre a evidência científica na aprovação da Lei 13.269/2016, que autoriza a produção, prescrição e dispensação de phosphoethanolamie sintética (‘fosfo’) comprimidos para pacientes com câncer. Como foi enfatizado pelos autores, nenhum ensaio clínico apoia a suposta eficácia anticancerígena da pílula ‘fosfo’. Depois que o artigo foi publicado, uma decisão temporária pelo Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a eficácia da Lei 13.269/2016, até ser tomada uma decisão judicial definitiva. Vale ressaltar que os químicos no campus da Universidade de São Paulo, em São Carlos, que fabricaram ‘fosfo’ pílulas e distribuíram aos pacientes, não apresentaram documentação clínica (registros de pacientes ou relatos de casos) para fundamentar suas alegações sobre a eficácia do anticancerígeno comprimido. Apesar da falta de evidências experimentais e clínicas de eficácia anticancerígena da pílula ‘fosfo’, sua reputação como uma droga eficaz contra cancros avançados de outra forma intratável, rapidamente se espalhou entre os pacientes fora da possibilidade terapêutica. Pacientes e familiares começaram a ver ‘fosfo’ como a última esperança de salvação. A esmagadora aceitação de ideias não comprovadas, mas populares, é um fenômeno de psicologia social que não se limita à política, comportamento do consumidor, costumes sociais ou opinião pública. A autorização para testar um novo medicamento em pacientes na ausência de evidências de potencial utilidade terapêutica e sem uma avaliação abrangente de segurança pré-clínica quebra uma regra fundamental da ética em pesquisa de humanos. Segundo o pesquisador, não está claro por que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa isentou ‘fosfo’ a partir de uma avaliação pré-clínica, tornando assim uma jurisprudência preocupante para outras aplicações de ensaios clínicos. “Com base em estudos de psicologia social, poderia-se esperar que efeito movimento pode influenciar a tomada de decisão política. No entanto, também é esperado que comitês de ética mantenham firmemente prevalecente princípios éticos e, por isso, são influenciados por modismos e efeito adesão na tomada de decisões.”

Fonte: Informe Ensp

Envelhecimento de pessoas com HIV/Aids é destaque em Genebra

img_1095_3O envelhecimento das pessoas vivendo com HIV/aids foi um dos temas discutidos durante esta semana em Genebra, na Suíça, por ocasião da 39ª reunião da Junta de Coordenação do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) – Programme Coordinating Board, em inglês –, mais conhecido pela sigla PCB.

Participaram da reunião representantes de 22 governos de todas as regiões geográficas, das agências cofinanciadoras e de cinco organizações não governamentais, incluindo associações de pessoas vivendo com HIV. O PCB atua sobre as questões programáticas relativas à política, estratégia, finanças, acompanhamento e avaliação do Unaids. O 39º PCB começou na terça-feira, 6, e encerra-se nesta quinta-feira, 8.

O Brasil apresentou sua experiência na política de prevenção ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) entre pessoas com mais de 50 anos de idade. A diretora do Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), Adele Benzaken, representou o país, participando do segmento temático que discutiu “HIV e envelhecimento”.

A pedido do Unaids, foi exibida a campanha publicitária Clube dos ENTA, realizada pelo Ministério da Saúde em 2008. A campanha é considerada um caso de sucesso – por sua abordagem criativa de prevenção ao HIV, reconhecendo a vivência da sexualidade entre os idosos. O Brasil é um dos poucos países a terem realizado ações de comunicação com ênfase nesse público.
Adele Benzaken ressaltou as barreiras culturais que os serviços de saúde enfrentam, em sua rotina, para discutir sexualidade e prevenção do HIV e outras IST entre os mais velhos. A diretora também destacou os avanços e desafios da resposta brasileira ao HIV/aids, apresentando dados de pesquisas e dos sistemas nacionais de informação.

Veja aqui a campanha CLUBE DOS ENTA

A programação do PCB abordou temas extremamente relevantes para a resposta global ao HIV. Para a embaixadora Regina Dunlop, delegada permanente do Brasil junto às Nações Unidas e outras organizações internacionais em Genebra, o encontro foi uma grande oportunidade de debate entre os países sobre temas essenciais para acelerar a resposta global ao HIV, como a eliminação da transmissão vertical. Em seu discurso na abertura do PCB, a embaixadora mencionou a iniciativa brasileira de certificar os municípios que eliminarem a transmissão vertical. “Essa é uma prioridade para o Brasil, e uma ação ousada como essa pode estimular os municípios a adaptarem, aprimorarem e ampliarem suas próprias respostas à epidemia rumo à certificação nacional”, disse.

Outro tema importante apresentado pela delegação brasileira no 39º PCB foi o papel das comunidades na eliminação dos níveis epidêmicos de aids até 2030. “Desde o início da epidemia, o Brasil construiu sua resposta nacional com a participação direta da sociedade civil, e esses esforços foram fundamentais para aprimorar as políticas públicas e alcançar os grupos mais afetados pelo HIV”, disse Dunlop, garantindo: “continuaremos apoiando as organizações da sociedade civil”. Em sua fala, a embaixadora destacou a preocupação de países de baixa e média renda quanto ao acesso a medicamentos e o papel relevante exercido pelo Unaids no debate internacional sobre propriedade intelectual.

Também esteve presente no 39º PCB o embaixador Guilherme Patriota, delegado permanente alterno do Brasil junto às Nações Unidas e outras organizações internacionais em Genebra. Em um de seus discursos, Patriota reiterou o papel essencial da sociedade civil como “grande pilar transformador de políticas de saúde voltadas para o HIV no Brasil”. Como exemplos inspiradores, citou as estratégias brasileiras “Viva Melhor Sabendo”, “Fique Sabendo Jovem” e “A Hora é Agora”. Para Patriota, “o ativismo de populações-chave é a base para alcançarmos as mudanças almejadas no curto e médio prazo”.

PCB – As funções do PCB incluem estabelecer políticas e prioridades gerais para o Unaids; avaliar e decidir sobre o planejamento e a execução da estratégia do Unaids, considerando todos os aspectos do desenvolvimento do programa e examinando os relatórios e recomendações apresentados pelo comitê de organizações cofinanciadoras e pelo diretor-executivo; e analisar as propostas do diretor-executivo e aprovar as disposições para o financiamento do Unaids, entre outros.

Assessoria de Comunicação
Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
Conheça também a página do DIAHV no Facebook:
https://www.facebook.com/ISTAidsHV

‘Memórias’ destaca doenças infecciosas na América Latina

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Dos dez artigos publicados, a edição de dezembro da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz apresenta pesquisas que investigam importantes aspectos relacionados a doenças infecciosas na América Latina. Realizado em Cuba, um estudo identifica a presença do vírus HPV em casos de câncer colorretal e reforça a hipótese de associação do patógeno com a doença. Outro trabalho detecta, pela primeira vez na Colômbia, a presença da bactéria Leptospira santarosai, contribuindo para o conhecimento sobre microrganismos causadores da leptospirose no país. Enquanto isso, um estudo conduzido na Argentina relata o achado de uma mutação genética associada à resistência a medicamentos antivirais em vírus Influenza A (H3N2), causadores da gripe comum, alertando para a importância da vigilância laboratorial na orientação do tratamento da doença. A edição da revista ‘Memórias’ pode ser acessada gratuitamente online.

Vírus HPV em casos de câncer em Cuba

A identificação de vírus HPV em casos de câncer colorretal durante um estudo realizado em Cuba reforça a hipótese de que o microrganismo pode contribuir para o desenvolvimento da doença, assim como ocorre em tumores do colo do útero. Liderado pelo Instituto de Medicina Tropical Pedro Kourí em colaboração com o Instituto de Gastroenterologia, ambos cubanos, o trabalho analisou amostras do tecido tumoral de 42 pacientes. Com base em métodos moleculares, o objetivo foi detectar a presença das linhagens clinicamente mais relevantes do HPV. O material genético do vírus foi encontrado em 42% dos adenocarcinomas, forma mais comum de câncer colorretal, e em 28% dos adenomas, lesão precursora da doença. Por outro lado, a infecção não foi diagnosticada em nenhuma das 21 amostras de pacientes com inflamação crônica benigna da mucosa colorretal, conhecida como colite, analisadas como controle.

O artigo ressalta que os resultados observados na população cubana estão alinhados a pesquisas internacionais. Por exemplo, as linhagens do vírus encontradas nas amostras – HPV 16 e HPV 33 – também foram apontadas como as mais frequentes em uma meta-análise de 33 estudos, que incluiu dados de mais de 2,6 mil casos de adenocarcinoma. Para os autores, embora os dados ainda não sejam suficientes para estabelecer de forma definitiva o papel do HPV no câncer colorretal, os dados sugerem que o vírus pode ser um cofator no desenvolvimento da doença, o que pode ter implicações importantes para o tratamento e prevenção do agravo. “Se for verificado que a infecção por HPV tem um papel causal na carcinogênese colorretal, então as vacinas profiláticas contra o vírus poderão ser utilizadas para prevenir uma grande proporção de casos esporádicos deste tipo de câncer”, destacam os cientistas no artigo. Confira o estudo.

Nova espécie de bactéria causadora de leptospirose na Colômbia

Uma espécie de bactéria causadora da leptospirose que ainda não tinha sido encontrada na Colômbia teve o primeiro registro em um estudo das Universidades de Antioquia e CES, na Colômbia, em colaboração com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Centro Colaborador para Leptospirose junto à Organização Mundial da Saúde (OMS). Quatro sorotipos de Leptospira santarosai foram detectados em amostras de pacientes e de cães diagnosticados com a doença. De acordo com os pesquisadores, patógenos L. santarosai já tinham sido identificados em casos de infecção humana na Costa Rica e nas Antilhas e em hospedeiros animais no Peru, Brasil e México. O estudo analisou 25 isolados bacterianos, obtidos a partir de amostras de pacientes, macacos, cães e ratos, além de fontes ambientais de água usadas para consumo humano. Bactérias da espécie L. interrogans, principal agente causador da leptospirose no mundo, foram encontradas nas amostras de macacos e ratos. Já a espécie L. meyeri, que é potencialmente causadora de doença, foi achada nas amostras de água.

Uma vez que as bactérias Leptospira apresentam grande diversidade, sendo classificadas em 21 espécies genéticas e cerca de 300 sorotipos, dos quais 260 são patogênicos, os autores do estudo afirmam que a caracterização dos microrganismos locais pode contribuir para a prevenção e o controle da doença. Os pesquisadores sugerem direcionar os testes de diagnóstico considerando as variedades da bactéria que ocorrem no país. Eles destacam, ainda, que a identificação de reservatórios da doença é importante para reduzir a dispersão das bactérias no meio ambiente e o risco de contato das pessoas com animais infectados. Leia o artigo.

Resistência do vírus Influenza a medicamentos antivirais na Argentina

Uma mutação genética associada à resistência a medicamentos antivirais foi detectada em vírus Influenza A (H3N2), causadores da gripe comum, em um caso na Argentina. O achado foi realizado pelo Departamento de Virologia do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas, que atua como Centro Nacional de Influenza junto à OMS, em parceria com a Universidade de Tucuman, na Argentina. Foram analisadas 842 amostras do vírus H3N2 relativas a pessoas que foram infectadas em 2014. Neste conjunto, uma paciente com histórico de leucemia linfoblástica aguda, tipo de câncer que afeta células de defesa do organismo, chamou atenção: a amostra coletada após dez dias de tratamento com oseltamivir revelou a presença de vírus com uma alteração genética associada à resistência ao medicamento, o que não tinha sido verificado na amostra coletada antes do início da terapia. Segundo os cientistas, o vírus Influenza que acometia esta paciente tinha uma mutação conhecida como E119V, uma das mais comuns após a administração de inibidores da enzima neuroaminidase – principal classe de antivirais usada contra a gripe, da qual o oseltamivir faz parte. A mutação provoca uma mudança que reduz o efeito dos fármacos. O problema é mais frequente em pacientes com imunidade comprometida, já que eles costumam apresentar períodos de excreção viral prolongados após o início do tratamento, o que favorece o processo de seleção de mecanismos de resistência do vírus.

O trabalho destaca que a identificação do genótipo do vírus não é suficiente para determinar que a resposta ao tratamento está comprometida. No entanto, seguindo as orientações do grupo de trabalho da OMS sobre vigilância da suscetibilidade dos vírus influenza a medicamentos antivirais, a terapia deve ser revista diante desse resultado. “Amostras para testes com inibidores de neuroaminidase devem ser coletadas especialmente em pacientes imunocomprometidos submetidos ao tratamento da gripe. Elas devem ser analisadas imediatamente, usando técnicas de base molecular para detectar mutações associadas às formas comuns de resistência, e o resultado deve ser prontamente fornecido aos médicos, de modo que terapias alternativas possam ser iniciadas”, enfatizam os cientistas no artigo. Acesse a pesquisa.

Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)

Inscrições abertas para curso sobre saúde do homem

homem_negro_felix_mizioznikovEstão abertas, até o próximo dia 31 de dezembro, as inscrições para o curso Atenção Integral à Saúde dos Homens, oferecido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para profissionais de saúde que atuam na Atenção Básica, na Estratégia de Saúde da Família (ESF) e no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).

Com carga horária de 120 horas, o curso está organizado com base na combinação de nove módulos de 30 horas, sendo dois módulos obrigatórios e os demais optativos.

Além da Política, os conteúdos do curso abordam temas como a paternidade e cuidado, morbidade por conta de fatores externos, atenção à saúde sexual e reprodutiva – bem como intercorrências nessa área, saúde mental e saúde no trabalho.

Serviço

Inscrições: até 31/12/2016 por meio do portal da UNA-SUS
Público-alvo: profissionais de saúde que atuam na Atenção Básica, na Estratégia de Saúde da Família (ESF) e no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF)
Objetivo do curso: promover reflexões a respeito do tema e qualificar os profissionais de saúde para o melhor atendimento desta população

Texto: UNA-SUS
Edição: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS

Combate a HIV/AIDS deve ser pautado por direitos humanos, diz escritório da ONU

29959218216_07ecb69b66_zAgências da ONU e representantes do governo reuniram-se na semana passada (28) em Brasília para a última reunião de 2016 do Grupo de Trabalho do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Encontro debateu as tendências mais recentes da epidemia e alertou para a situação dos grupos mais vulneráveis.

A diretora do programa da ONU no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, lembrou que, no mundo, desde 2000, mais de 1,6 milhão de novas infecções foram evitadas por conta de esforços de prevenção. O número de novos casos entre crianças caiu 50% desde 2010.

Segundo a chefe da agência, também houve avanços no acesso ao tratamento, que quase dobrou entre crianças e até 14 anos. Os dados coletados pelo UNAIDS revelam que, desde 2005, 1,8 milhões de pessoas começaram o tratamento antirretroviral e a taxa de mortalidade caiu 45%. A tuberculose é a principal causa de morte entre pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Desafios

Geogiana explicou ainda que a população-chave no mundo é formada por homens entre 25 e 49 anos e a África é o continente com maior risco de contaminação. A conjuntura da faixa etária dos 15 aos 24 anos também preocupa, pois esses jovens, de acordo com a diretora do UNAIDS no Brasil, não têm acesse pleno a terapia.

Apesar dos progressos, desde 2010, não houve queda significativa no número de novas infecções na população em geral — o que indica que, embora o tratamento tenha tido êxito, a prevenção não.

Sobre o tratamento antirretroviral, a diretora do UNAIDS afirmou que a expectativa é de que em 2020 não será mais necessário tomar uma pílula por dia — como acontece atualmente —, mas sim uma injeção a cada três meses.

Situação do Distrito Federal

Também presente na reunião, o subsecretário de Saúde do Distrito Federal, Tiago Coelho, informou que atualmente 18 mil pessoas vivem com HIV/AIDS no DF. Desse contingente, 11 mil recebem tratamento antirretroviral gratuito. Entre os indivíduos sob terapia, 93% estão com a carga viral indetectável — índice acima da meta de 90% proposta pelo GT.

Apesar de os óbitos por causas relacionadas à epidemia terem registrado queda de 11% de 2014 a 2015, outros desafios, como o número de novas infecções, geram preocupação entre as autoridades. Taguatinga, Ceilândia, Águas Claras, Samambaia, Asa Norte e Lago Norte são as regiões administrativas com maior incidência de HIV/AIDS.

Segundo Tiago, foram 242 novos casos somente em 2016. De acordo com o subsecretário, as populações-chave do Distrito Federal são de de homens que fazem sexo com outros homens (HSH) e adultos entre 20 e 49 anos

A respeito de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), o subchefe da pasta informou que , em 2016, foram notificados 1.117 casos de sífilis no Distrito Federal, com maior prevalência entre a população masculina.

Políticas devem ser pautadas por direitos humanos

A reunião em Brasília foi também a última reunião do biênio 2015-216, durante o qual o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) ocupou a presidência do GT que, a partir de 2017, passará para o Fundo de População da ONU, o UNFPA.

O representante do UNODC no Brasil, Rafael Franzini, lembrou do apoio dado pelo grupo às ações do governo voltadas para a população privada de liberdade. Durante o biênio, alertou o dirigente, houve um crescimento desproporcional do número de brasileiros sob cárcere, onde enfrentam riscos de saúde mais altos associados a HIV/AIDS e tuberculose.

Outra frente de trabalho do grupo considerada fundamental por Franzini foram os estímulos à criação de políticas públicas para a juventude, levando em conta questões como orientação sexual, raça, violência, discriminação e direitos humanos.

Franzini elogiou o processo que levou à criação do Programa Jovens Embaixadores. “Selecionamos 20 jovens que representam a diversidade de Brasilia: negros, gays, trans, estudantes, entre outros, que receberam treinamento para participar de fóruns, para defender seus direitos, propondo sua visão e compartilhando com outros jovens suas ideias”, explicou.

“O fim da epidemia de AIDS não poderia ser alcançado sem considerar os direitos humanos. E isso torna-se claro quando são considerados temas como a discriminação no âmbito laboral, a expectativa de vida da população trans e as vulnerabilidades associadas à raça, ao uso de drogas e à violência contra a população LGBT”, acrescentou.

Segundo Franzini, esses temas precisam ser discutidos, uma vez que “ajudam a criar estigmas que logo são obstáculos para a execução de políticas publicas para acabar com a epidemia”.

Fonte: Nações Unidas