Sesacre desenvolve projeto sobre boas práticas administrativas

sesacrelegisA Diretoria Jurídica da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) iniciou em 2015 o projeto denominado Sesacre Legis, que reúne de forma especial normativos elaborados pela Diretoria Jurídica e são disponibilizados para consulta via web.

O trabalho cria registros normativos, nivela conhecimento, oferece ferramentas para melhorar a gestão, o controle e as relações com fornecedores e prestadores de serviços, além de conferir maior transparência à gestão.

Ao todo, são oito manuais, onze orientações normativas, duas orientações e um ofício circular, totalizando 22 publicações sobre temas recorrentes na administração pública, podendo, inclusive, ser aplicadas em diversos seguimentos por outros órgãos e entidades da administração pública.

“Essa iniciativa contribui para elevação dos resultados e eficiência na gestão dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) que passa pela atividade-meio, por se tratarem de situações recorrentes como processos disciplinares, análises de planilhas de composição de custos, procedimentos para aplicação de sanções administrativas, locação de imóveis, reajuste, reequilíbrio econômico-financeiro e repactuação”, explica Ráicri Barros, secretário adjunto de Atenção à Saúde.

No Sesacre Legis também são disponibilizadas informações sobre carta de serviços da diretoria jurídica e seu organograma, relatório de gestão da diretoria jurídica 2015, pareceres consultivos relevantes, ofício circular sobre obrigatoriedade de apresentação de declaração de bens, acordos extrajudiciais 2015/2016 (MPAC/MPF/DPE), check list, material complementar e informações sobre demandas judiciais.

Apresentação no CONASS – O projeto foi apresentado no Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) durante reunião da Câmara Técnica de Direito Sanitário, realizada em novembro deste ano.

Endereço eletrônico para acesso: (sesacrelegis.wixsite.com/diretoriajuridica)

Fonte: Agência de Notícias do Acre

Pergunta da semana: O que e saúde mental?

pergunta-da-semana

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade.

A maior parte das pessoas, quando ouvem falar em “Saúde Mental” pensam em “Doença Mental”. Mas, a saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais.

Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que ninguém é perfeito, que todos possuem limites e que não se pode ser tudo para todos. Elas vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida.

A Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, idéias e emoções.

LEMBRE-SE

Todas as pessoas podem apresentar sinais de sofrimento psíquico em alguma fase da vida.

Problemas de saúde mental mais frequente:

  • Ansiedade
  • Mal-estar psicológico ou stress continuado
  • Depressão
  • Dependência de álcool e outras drogas
  • Perturbações psicóticas, como a esquizofrenia
  • Atraso mental
  • Demências

Para manter uma boa saúde mental:

  • Não se isole
  • Reforce os laços familiares e de amizade
  • Diversifique os seus interesses
  • Mantenha-se intelectual e fisicamente activo
  • Consulte o seu médico, perante sinais ou sintomas de perturbação emocional

Por: Lia Freitas – Acadêmica do curso de Enfermagem – Uninorte/AC – Estagiária do  Telessaúde Acre

Referências Bibliográficas:

www.saude.pr.gov.br

pensesus.fiocruz.br/saudemental

www.adeb.pt/pages/que-e-saudemental

 

07 a 13 de Novembro: Inscrições que acabam nesta semana

agendasemanaUm evento importante na área de saúde acontece nessa semana e as inscrições se encerram ainda na segunda. O Fórum Nacional sobre medicamentos acontece em Brasília (DF). Já a capacitação direcionada a profissionais de saúde pode ser realizada na modalidade à distância. As inscrições se encerram no domingo. Organize sua agenda e não perca nenhum prazo aqui no Blog da Saúde.

VIII Fórum Nacional sobre Medicamentos no Brasil

Encerram-se nessa segunda-feira (07) as inscrições gratuitas para o VIII Fórum Nacional sobre Medicamentos no Brasil. O evento será no auditório Antônio Carlos Magalhães do Interlegis, em Brasília,  no Senado Federal,  dia 8 de novembro, das 9h às 14h. A oitava edição do Fórum Nacional sobre Medicamentos no Brasil terá como tema central “Estratégias para acesso a medicamentos essenciais”. O público-alvo do evento são governos (Poder Legislativo, Executivo e Judiciário),  Setor Privado (Indústrias e Comércio), profissionais do setor, redes virtuais, mídias impressas, instituições nacionais e internacionais, centros de pesquisa, universidades,  Terceiro Setor e demais interessados no tema.

Saiba Mais

Capacitação em diagnóstico precoce para linfomas

Estão abertas até domingo (13) as inscrições para o curso de capacitação em diagnóstico precoce para linfomas, que será realizado pela Secretaria da Saúde do Estado, através do Núcleo de Telessaúde do Ceará, em parceria com o Instituto Roda da Vida e a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Ceará. O curso será na modalidade de Educação a Distância (EAD), com carga horária de 40 horas e ocorrerá no período de 14 a 30 de novembro. Pela web conferência, por meio de som e imagens, os palestrantes se comunicarão com profissionais de saúde dos municípios de diferentes regiões do estado. Além da exposição da palestrante, há interação entre os participantes por meio de perguntas e respostas.

Saiba Mais

Fonte: Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Matrículas abertas para o curso Introdução à Avaliação em Saúde

v2_card_avaliacaoEstão abertas, até 31 de dezembro de 2016, as matrículas para o curso Introdução à Avaliação em Saúde, oferecido pela Universidade Federal de São Paulo, integrante da Rede Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS/Unifesp). A oferta é voltada a profissionais graduados nas diversas áreas de saúde que estejam em atividade clínica, de gestão e de educação permanente.

O curso tem carga horária de 60 horas, é ofertado na modalidade a distância e tem início imediato. Para se matricular, clique aqui.

O coordenador de conteúdo do curso, Rogério Renato Silva, explica que a avaliação em saúde constitui um vasto e intenso campo de práticas éticas, políticas e técnicas com forte incidência sobre os serviços. “Os conceitos de qualidade, o debate sobre desempenho, os mecanismos de pagamento por performance, as demandas por transparência nos investimentos públicos, a formulação de estratégias, as demandas de controle social e muitos dos mecanismos de pactuação entre os entes federados são processos intimamente relacionados a práticas avaliativas”, afirma.

Silva destaca ainda que, em um esforço empreendido pela International Organization for Cooperation in Evaluation (IOCE), 2015 foi escolhido como Ano Internacional da Avaliação, data reconhecida inclusive pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao total, são cinco módulos, que tratam dos temas: avaliação de projetos, programas e serviços de saúde; aproximações da realidade; sistematização da informação; usos da avaliação e um programa em avaliação.

Ao final da capacitação, o aluno poderá reconhecer o potencial das práticas de monitoramento e avaliação para qualificar a atenção básica; diferenciar a avaliação interna e externa; avaliação de estrutura, processos e resultados; julgamento de mérito e relevância; avaliação e monitoramento; reconhecer as principais diferenças entre abordagens qualitativas e quantitativas de investigação da realidade. Também poderão formular perguntas de avaliação pertinentes aos serviços ou programas que desenvolvem; selecionar indicadores e apresentar resultados em resposta às perguntas avaliativas.

Acesse a página do curso aqui.

Fonte: SE/UNA-SUS

Novembro Azul oportuniza discussão sobre saúde integral do homem

saudehomemCuidar da Saúde também é coisa de homem. E cuidar da saúde não se trata de procurar um médico apenas quando estamos com algum sintoma incomum, ou com alguma doença. É preciso olhar para o corpo como um todo, e cuidar do físico e da mente, da qualidade de vida, do lazer e das relações pessoais. Cuidar é buscar o serviço de saúde para orientação e informação sobre prevenção e também tratamento.

Pensando em ampliar a procura dos homens às Unidades Básicas de Saúde, o Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), busca desenvolver ações que possibilitem entender a realidade e promover o cuidado e prevenção dos homens entre 20 e 59 anos de idade. A ideia é reduzir as taxas de mortalidade e morbidade e melhorar a qualidade de vida dos homens.

Seja jovem, adulto ou idoso, cuidar da saúde é extremamente importante. Mas para cada fase, as prioridades e a atenção devem ser diferentes. Francisco Norberto Moreira da Silva, da Coordenação Nacional da Política de Saúde do Homem, do Ministério da Saúde (MS), explica que atualmente o principal objetivo das políticas públicas é trazer os homens para dentro das Unidades de Saúde, e os retirar da invisibilidade. “O homem que antes era levado pelos familiares sumiu da Unidade onde é feita a prevenção, promoção e o cuidado em saúde, e aparece muitas vezes quando tem a doença instalada, para ser internado, quando já tem pouca resolutividade”.

Saúde para todas as idades
Para cada fase da vida, o SUS pode ser um aliado. Diego Callisto, 26 anos, assessor técnico , entende que conscientizar os jovens sobre a importância da saúde é desconstruir a ideia de que o médico só deve ser procurado em caso de adoecimento. “A prática do jovem de procurar o serviço de saúde deve ser uma rotina constante, e fazer parte do seu hábito de vida”, explica.
Diego é soropositivo. Por conta da doença, ele precisa fazer uma série de exames clínicos e consultas para avaliação. Só a partir disso foi que a rotina médica mudou. “Era muito remoto quando eu procurava o serviço de saúde. Foram no máximo cinco vezes, seja até para fazer um exame de sangue simples ou um dermatologista. Nem isso eu tinha o hábito de fazer”, lembra.

Segundo dados de 2014 do Ministério da Saúde, a maior parte das doenças que afetam a população masculina são, em geral, consideradas evitáveis por meio de hábitos saudáveis. Doenças do aparelho circulatório e neoplasias, juntas, somam 41% das causas de óbito de homens no país.

Assim, o homem jovem assume um papel muito importante na prevenção e busca por informações a respeito dos problemas que o afetam no cotidiano. “É muito importante que o jovem procure os serviços de saúde com os braços abertos, entendendo que ele pode fazer com que o profissional tenha um entendimento do tipo de comunicação que deve ser feita e como que ele pode se sentir parte daquele serviço”, incentiva Diego.

O Policial Militar, Eduardo Arantes, de 40 anos, percebeu a necessidade de olhar mais para o corpo dele antes de ter alguma doença ou problema de saúde grave. Por conta do trabalho, sempre realizou exames de rotina, e praticava exercícios físicos, mas a alimentação também passou a ser um ponto importante. “A gente vai amadurecendo e a preocupação com a saúde vem vindo. Nos últimos anos eu venho me cuidando um pouco mais e tentando me alimentar melhor no dia a dia”, explica.

Além disso, mais do que apenas a maturidade adquirida com a idade, também passou a sentir que o corpo não respondia mais da mesma maneira. “Na faixa de 20 até 30, a gente acaba comendo de tudo, e o metabolismo é mais acelerado. Aos 35 eu dei uma reformulada na minha dieta, perdi 10kg e hoje eu não tenho uma alimentação perfeita, mas melhorei muito. Eu me conscientizei, e fui direcionando o meu caminho para uma vida mais saudável”.

Francisco Norberto Moreira da Silva, da Coordenação Nacional da Política de Saúde do Homem, explica que essas medidas no cotidiano também são importantes para pensar saúde integral do homem. “Temos que pensar também na qualidade de vida e na promoção da saúde. Na atualização da carteira vacinal, que eles façam exames de rotina, verificação da pressão arterial e como que está a alimentação”.

Outro dado alarmante em relação à saúde do homem trata da hipertensão arterial, que pode ser combatida com hábitos saudáveis tanto na alimentação quanto na prática de exercícios. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que pelo menos 50% das doenças do coração e 75% dos acidentes vasculares cerebrais ocorram por conta da hipertensão arterial. A prevalência desse problema é maior entre a população adulta, e cresce com o aumento da idade, sendo a doença mais frequente em idosos.

Mas mesmo na terceira idade, e com problemas de saúde, é possível se cuidar e pensar a saúde do homem. Epitácio Epaminondas, de 65 anos, e Presidente Nacional do Sindicato dos Trabalhadores, Aposentados, Pensionistas e Idosos (SINTAPI) brinca que está fazendo hora extra, mesmo esbanjando disposição. “Eu já enfartei, já tive pneumonia duas vezes, diverticulite, herpes zoster e sou diabético. Então tenho que me tratar. Se eu não me tratar eu não sobrevivo. Eu digo pra todo mundo que temos que dar exemplo para as pessoas que vêm posteriormente”.

Epitácio, assim como Eduardo, também procura comer comidas mais saudáveis e de maneira mais regrada, sem exageros. Outro cuidado que gosta de reforçar é a questão do envolvimento familiar para a saúde do homem, e que os problemas específicos deste grupo sejam discutidos. “É importante abrir a discussão, porque o corpo humano é o mesmo em mim e em você. O corpo humano você trata porque você só tem um”.

Ao longo dos anos, ocorreu um intenso envelhecimento da população masculina no Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE 2013), a população idosa é composta por aproximadamente 26,1 milhões de pessoas, sendo 11,5 milhões homens. Nesse sentido, a mudança no perfil demográfico da população do País, levou o Ministério a promover medidas coletivas e individuais de saúde para este público.

Mas deve partir de cada um procurar as Unidades de Saúde. O presidente do SINTAPI reforça que só assim é possível ter uma vida com qualidade. “Não adianta achar que você é maior do que qualquer doença ou qualquer mal que possa te ocorrer. Tem que ir antes, porque você consegue superar se tratar no começo. Procure o seu médico, use isso como um empoderamento para trabalhar a questão da vida”.

O Coordenador Nacional da Política de Saúde do Homem, Francisco Silva, também destaca que a mudança cultural, independente da idade, é uma oportunidade para conhecer e cuidar de si próprio. “Esse exercício de conscientização e orientação, de chamar a pessoa a participar do tratamento, é contínuo. Participar das ações que são ofertadas e chamar a comunidade como um todo, é um ganho extremamente enriquecedor se o homem se cuida”.

Inscrições abertas para curso EAD de Atenção Integral à Saúde do Homem
A Coordenação Nacional de Saúde do Homem, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), abriu as inscrições para o curso à distância de “Atenção Integral à Saúde do Homem”, com o objetivo de chamar a atenção para os principais fatores de mortalidade e os determinantes sociais que levam a vulnerabilidade masculina. Podem se inscrever: equipes de saúde da família (médicos, dentistas e enfermeiros), profissionais dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), e profissionais das equipes de saúde do sistema prisional de todo o território nacional. Saiba mais aqui.

Fonte: Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Ufac lança Exame de Seleção para Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade – Turma 2017

imageA Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação torna pública a abertura de processo seletivo para ingresso no Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade, nível de Especialização, e as condições de habilitação para preenchimento de 10 (dez) vagas oferecidas pela Universidade Federal do Acre, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre e Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco.

Confira o Edital

Fonte: Ascom Ufac

Ufac sedia 1º Simpósio de Hematologia nesta quinta-feira

image_bannerA Universidade Federal do Acre (Ufac) sedia na quinta-feira, 3, o 1º Simpósio de Hematologia. O evento, que discutirá o tema “Clínica e Transplante de Medula Óssea”, será promovido pela Liga Acadêmica de Hematologia do Acre, em parceria com atléticas de diversos cursos da instituição, e realizado na sala ambiente do bloco de Medicina do campus de Rio Branco.

Durante o evento, que terá a palestra do professor de Medicina da Ufac, Denys Eiti Fujimoto, será realizada coleta de doação de sangue de alunos, professores, técnico-administrativos e da comunidade em geral, na unidade móvel do Centro de Hemoterapia e Hematologia do Acre (Hemoacre). Haverá, também, cadastramento para doação de medula óssea.

Presidente da Liga Acadêmica de Hematologia e acadêmico de Medicina da Ufac, Jhonny Blendo Fernandes explica que o tema do simpósio, aliado a ações de coleta de sangue e cadastramento das pessoas para doação de medula óssea no banco de dados do Hemoacre, serve para conscientizar e incentivar a população sobre a necessidade de realizar doações.

“Essa é a atividade inaugural da liga. Além de focar na área acadêmica, nós queremos mostrar à população a extrema importância de doar sangue e de ser um doador ou doadora de medula óssea”, disse Fernandes. “No final do evento, vamos fazer uma sensibilização no campus para aliar nossa ação acadêmica à social, que também não pode ser esquecida.”

Fonte: Ufac

 

Pesquisa investiga relação entre pressão arterial e estresse

pressao_aterial“O estresse no trabalho representa importante fator de risco psicossocial associado à morbidade e mortalidade cardiovascular. A elevação da pressão arterial tem sido apontada como um possível mecanismo pelo qual o estresse no trabalho aumenta o risco cardiovascular. Mas existem grandes inconsistências na literatura a respeito dessa relação, determinadas, em grande parte, por questões metodológicas.” A afirmação é da aluna do doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Leidjaira Juvanhol Lopes. Sua tese, desenvolvida sob orientação da pesquisadora Rosane Härter Griep, adotou diferentes estratégias analíticas que forneceram evidências de que a relação entre o estresse no trabalho e a pressão arterial varia ao longo da distribuição de pressão arterial, sendo mais evidente entre os participantes com mais de 50 anos, e não sendo observadas diferenças segundo sexo. Ela explica: “O estresse no trabalho vai aumentar a pressão arterial dependendo dos níveis de pressão arterial do indivíduo, ou seja, de acordo com o valor da pressão arterial, o estresse no trabalho vai agir de forma mais ou menos acentuada”.

Segundo Leidjaira, esse achado tem importantes implicações, pois, como a quase totalidade dos estudos foca em partes específicas da distribuição de pressão arterial, as conclusões em relação a seus principais determinantes, dentre os quais o estresse no trabalho, são baseadas em efeitos sobre a média ou no extremo populacional, esse último representado pelos casos de hipertensão arterial. “Conclui-se, no estudo de problemas complexos de pesquisa, como o abordado nessa tese, que a combinação de diferentes estratégias analíticas pode contribuir de forma significativa para o preenchimento das lacunas existentes.”

A tese em foco é parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil), investigação multicêntrica sobre as doenças cardiovasculares e o diabetes que acompanham servidores públicos, de ambos os sexos, entre 35-74 anos, de seis instituições de ensino superior e pesquisa do país: Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade de São Paulo (USP) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nessa tese, foram utilizados dados da linha de base do Elsa-Brasil, referentes aos participantes não aposentados, para abordar a relação entre o estresse no trabalho e a pressão arterial.

Entre os dois artigos produzidos com base no estudo, o primeiro analisou a relação entre o estresse no trabalho e a distribuição de pressão arterial por meio de uma combinação de diferentes técnicas exploratórias. Adicionalmente, foram apresentados aspectos sobre a operacionalização das variáveis de estresse no trabalho e relacionadas à pressão arterial que influenciam no estudo de suas inter-relações. Conforme evidenciaram os resultados, a relação entre o estresse no trabalho e a pressão arterial varia ao longo da distribuição de pressão arterial. A relação investigada foi mais evidente entre os participantes com mais de 50 anos, mas não foram observadas diferenças segundo sexo. Também foi verificado um incremento nas diferenças entre as médias pressóricas dos grupos de baixo e alto estresse no trabalho, após excluir das análises os participantes com maior probabilidade de erros de classificação nas variáveis de estudo.

O segundo artigo, por sua vez, elucidou Leidjaira, teve o objetivo de analisar a associação entre o estresse no trabalho e a pressão arterial usando análise de regressão quantílica, além de investigar se as dimensões de estresse no trabalho – demandas psicológicas, uso de habilidades e autonomia para decisão – associam-se de forma diferenciada com a pressão arterial. Segundo ela, os resultados indicaram que os participantes do Elsa-Fiocruz são os que apresentam os maiores níveis de uso de habilidades, que se referem às oportunidades para ser criativo, usar competências intelectuais e aprender coisas novas no trabalho, bem como possuírem os níveis mais altos de autonomia para tomar decisões sobre a forma de realizar o próprio trabalho. A respeito da relação dessas dimensões com a pressão arterial, acrescentou a aluna, foi identificado que somente a autonomia para decisão está associada à pressão arterial, sendo essa associação significativa apenas na parte central da distribuição de pressão arterial e entre os não usuários de medicamentos anti-hipertensivos. Também não foram observadas diferenças segundo sexo.

Leidjaira Juvanhol Lopes é graduada em Enfermagem, com mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Ela colabora nas análises do banco de dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil) no Centro de Pesquisa do Rio de Janeiro.

Fonte: Informe Ensp

Aplicativo para rastreamento e diagnóstico de câncer de mama é lançado pelo TelessaúdeRS-UFRGS

app_mama-01_0A partir de agora, os médicos que atuam na Atenção Básica têm mais uma ferramenta na luta contra o câncer de mama. É o aplicativo Mama, desenvolvido para rastreamento e diagnóstico da doença. A tecnologia foi criada pelo Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (TelessaudeRS-UFRGS), em parceria com o Ministério da Saúde.

O app auxilia na decisão sobre rastreamento e diagnóstico do câncer de mama, mamografia e ecografia mamária. As orientações sobre sinais, sintomas da mama e resultados de mamografia são apresentadas de forma clara e objetiva, baseadas nas melhores evidências científicas disponíveis. O aplicativo traz, ainda, um roteiro do exame clínico da mama e seus principais achados.

O uso de aplicativos ou sites durante a consulta auxilia na conduta do médico e serve como ferramenta de apoio para o esclarecimento e educação do paciente.

O download do app pode ser feito gratuitamente na loja Google Play e em breve na App Store.

Fonte: TelessaúdeRS/UFRGS

Últimos dias de inscrições dos cursos EaD sobre agrotóxicos, nutrição e saúde mental

1 2 3

As inscrições podem ser realizadas até hoje,  31/10/2016.  As atividades serão realizadas na modalidade a distância via plataforma Moodle e podem ser iniciadas no momento da inscrição.

Veja abaixo mais informações de cada curso:

Curso EaD de Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde para Médicos

Data/período do curso: 10/10 a 21/12/2016

Vagas: 500

Público-alvo: Médicos que atuam em unidades básicas de saúde do SUS do Brasil e estudantes do último ano de graduação de medicina.

 

Nutrição na APS: Guia Alimentar e Doenças Crônicas Não Transmissíveis –3ª edição

Data/período do curso: 17/10 a 14/12/2016

Vagas: 1500

Público-alvo: O curso é direcionado para todos os profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde e Atenção Básica do SUS do Brasil e que estejam devidamente cadastrados no CNES.

 

Curso EaD de Intoxicação por Agrotóxicos: noções gerais – 2ª edição

Data/período do curso: 24/10 a 21/12/2016

Vagas: 1000

Público-alvo: Profissionais da saúde de nível superior que atuam na Atenção Primária à Saúde e Atenção Básica do SUS do Brasil e profissionais que atuam na Vigilância em Saúde do Estado no Brasil.

 

Para se inscrever e saber mais informações sobre os cursos, clique aqui